segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pago mas que fique claro que ninguém me perguntou nada e já agora aqui ninguém é estúpido

Tenho 19 anos, nasci em 1992, e pretendo pagar, porque aparentemente vivi acima das minhas possibilidades, não sei se quando pedi bonecos  para brincar, ou ovos de chocolate, se quando era Verão e fui demasiadas vezes à praia ou se mais tarde quando cometi o terrível erro (erro pois ao contrário de ser coisa normal ler livros é coisa estranha para "crianças" do ensino básico e secundário") de começar a pedir livros,
talvez agora as crianças/adolescentes que os peçam já não os possam ter e vai daí se calhar nem é mau é da maneira que crescem sem se importarem com o futuro, com o que se está a passar com o país deles e ao fazerem os 18 anos de idade, optarem por não votarem e por não se importarem, sinceramente, não sei em qual das minhas brincadeiras de criança estava a viver acima das minhas possibilidades mas agora já tenho 19 anos e pedem-me sacrifícios, e pedem-me para pagar as contas feitas no passado e eu não me importo, mas acho triste esta mudança de slogans dantes era o "As crianças são o Futuro!!!", agora é "As crianças que paguem no futuro, os erros de agora!!!", mas é engraçado ver como a transição entre os programas desde os desenhos animados vistos ainda em criança aos programas de humor mais tarde e depois ir crescendo e ver "Olha, ha ha , isto continua a ser realmente muito ridículo e engraçado!!!" com caso atrás de caso alguns tão ridículos que deviam chocar e indignar as pessoas e que apenas as fazem levantar os olhos, ver, dizer e pensar" É o costume "e voltarem a baixar os olhos, foram vencidos por cansaço já não se importam, só querem chegar ao fim do mês e ter dinheiro para pagar as contas ou ao menos dinheiro para poderem ir trabalhar no dia a seguir (pois porque ir trabalhar também já custa muito, numa altura em que falam que é preciso baixar o preço do trabalho, mas aumentam o preço para ir para o trabalho). Pois eu pago as contas que fizeram em meu nome, mas que não me venham dizer que fui culpado, ou que vivi acima das minhas possibilidades, e já agora aqui ninguém é estúpido, não venham falar para a TV em recapitalização da banca ou redução disto e daquilo como se fosse um assunto puramente técnico e que até não vai afectar ninguém, eu pago a conta mas sei que foi por irresponsabilidade de quem as fez e de quem pretende fazê-las ainda maiores para mais tarde os meus descendestes as pagarem também, sem ninguém lhes ter perguntado nada.

Alexandre Teles

domingo, 9 de outubro de 2011

Mas que "merda" de acordo...

Quando eu escrevo a palavra acção, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o C na pretensão de me ensinar a nova grafia.

De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa.

Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim.

São muitos anos de convívio.

Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes CCC's e PPP's me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância.

Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora:  - não te esqueças de mim!

Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí.

E agora as palavras já nem parecem as mesmas.

O que é ser proativo?

Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.

Depois há os intrusos, sobretudo o R, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato.

Caíram hifenes e entraram RRR's que andavam errantes.

É uma união de facto, e  para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem.

Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os EEE's passaram a ser gémeos, nenhum usa ( ^^^) chapéu.

E os meses perderam importância e dignidade; não havia motivo para terem privilégios. Assim, temos  janeiro, fevereiro, março, são tão importantes como peixe, flor, avião.

Não sei se estou a ser suscetível, mas sem P, algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.

As palavras transformam-nos.

Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos.

Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do C não me faça perder a direção, nem me fracione, e nem quero tropeçar em algum objeto.

Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um C a atrapalhar.

Só não percebo porque é que temos que ser NÓS a alterar a escrita, se a LÍNGUA É NOSSA ...? ! ? ! ?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Acordo Ortográfico‏


Já tinha reparado e pensado nisto, e, concordo em absoluto!


Nos nossos sete, oito e nove anos tínhamos que fazer aqueles malditos ditados que as professoras se orgulhavam de leccionar. A partir do terceiro erro de cada texto, tínhamos que aquecer as mãos para as dar à palmatória. E levávamos reguadas com erros destes: "ação", "ator", "fato" ("facto"), "tato" ("tacto"), "fatura", " reação", etc, etc...
Com o novo acordo ortográfico, voltam a vencer-nos, pois nós é que temos que nos adaptar a eles e não ao contrário. Ridículo...
Mas, afinal de onde vem a origem das palavras da nossa Língua? Do Latim!! E desta, derivam muitas outras línguas da Europa. Até no Inglês, a maior parte das palavras derivam do latim.
Então, vejam alguns exemplos:
Em Latim
Em Francês
Em Espanhol
Em Inglês
Até em Alemão, reparem:
Velho Português (o que desleixámos)
O novo Português (o importado do Brasil)
Actor
Acteur
Actor
Actor
Akteur
Actor
Ator
Factor
Facteur
Factor
Factor
Faktor
Factor
Fator

Tact
Tacto
Tact
Takt
Tacto
Tato
Reactor
Réacteur
Reactor
Reactor
Reaktor
Reactor
Reator
Sector
Secteur
Sector
Sector
Sektor
Sector
Setor
Protector
Protecteur
Protector
Protector
Protektor
Protector
Protetor
Selection
Seléction
Seleccion
Selection

Selecção
Seleção

Exacte
Exacta
Exact

Exacto
Exato

 Excep
Excepto
Except

Excepto
Exceto
Baptismus
Baptême

Baptism

Baptismo
Batismo

Exception
Excepción
Exception

Excepção
Exceção
Optimus
Optimum

Optimum

Óptimo
Ótimo
Conclusão: na maior parte dos casos, as consoantes mudas das palavras destas línguas europeias mantiveram-se tal como se escrevia originalmente.
Se a origem está na Velha Europa, porque é temos que imitar os do outro lado do Atlântico.
Mais um crime na Cultura Portuguesa e, desta vez, provocada pelos nossos intelectuais da Língua de Camões.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

DESABAFO

Na fila do supermercado, o caixa diz uma senhora idosa:

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:

- Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:

- Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.

- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só  uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Operação STOP...‏

Ontem à noite, depois de sair com um grupo de amigos, fomos mandados parar por uma brigada de trânsito da BT.
Até certo ponto, achamos normal por se tratar de um fim-de-semana e ser costume haver a caça ao condutor com álcool.
Depois de o condutor soprar no balão, qual o nosso espanto quando o polícia pergunta se temos leitor de CD no carro.
Tínhamos leitor de CD e logo a seguir pediu-nos para ver os CD's que tínhamos no carro, para ver se eram cópias ! !!! Sobre isto, já eu tinha ouvido falar num mail que recebi recentemente (ver mais abaixo).
O que é incrível é que, depois dos CD's, o polícia manda-nos sair do carro e começa a olhar para a nossa roupa ! Verídico !!!
Nisto, chama uma mulher-polícia para junto das minhas colegas e um outro polícia para junto de nós e... PEDEM-NOS PARA VER A ETIQUETA DAS NOSSAS ROUPAS!
Recusámo-nos imediatamente e eles informaram-nos que, naquela operação Stop, estava incluída uma busca por contrafacção !!!

Um dos meus colegas tinha um casaco Paul & Shark, comprado na feira de Espinho, e as Autoridades identificaram-no e vai ser punido!

O meu colega e todos outros como não conhecem a lei já contactou o advogado e este informou-o de que o que os policias fizeram está dentro da lei!
Pelos vistos, quando compramos roupa na feira, sabemos que estamos a comprar material ilegal e isso é crime!
Estamos a pactuar com uma actuação fora da lei e por isso sujeitos a coimas por conivência de forma de delito.
Pelo que percebemos, só algumas marcas é que estão sujeitas a fiscalização, tipo, bolsas Gucci, óculos Channel, roupas  Nike, Gant, Louis Vuitton, etc etc.
Façam chegar este mail a toda a gente para que todos saibam

A GNR-BT, nos auto-stops, começou a fiscalizar os CD's piratas que temos no carro. Se os CDs não forem originais ou então se não possuímos o original que deu origem à cópia, (é permitido por lei efectuar UMA cópia de segurança), a viatura pode ser apreendida e sujeitamo-nos às respectivas sanções.
Retirem urgentemente os CD's piratas do carro, não vá o diabo tece-las.
Este controlo foi efectuado no fim de semana, na A1 no Norte de Portugal mas segundo as autoridades vai estender-se por todo Pais........e esta hennnnnnnnnnnnn
.

domingo, 11 de setembro de 2011

ACONTECEU NO BARREIRO

Ao invés das “partituras” de música ao vivo que nos é dada diariamente pelos “artistas” bem remunerados (digo alguns comentadores) através da “caixinha mágica” e integradas no espetáculo da governação, devidamente orientada por “treinadores” importados e bem pagos que, ainda por cima, é provável que tenham algum patrocínio de umas agências que controlam à distância a actividade “artística” dos ditos e assumem a “honra” de classificar o grande palco nacional de lixo. Pois é, o chefe bem prometeu que se fosse eleito, seria o único, o exclusivo, o predestinado a promover o palco nacional , a acreditação positiva nos “mercados” da especulação financeira, mas não, saiu tudo ao contrário, como, aliás, estava  previsto.
Mas vamos à boa e sã música. Ontem nove de Setembro, as notas, não as que enchem os bolsos, mas as musicais portadoras  de alegria, da sonoridade da música POP, ROCK e FOLK, aconteceram na FREGUESIA DA VERDERENA, cidade do BARREIRO. O palco pequeno mas  limpo e organizado, no espaço do evento não havia lugar para comparações com o grande palco. Foi um espetáculo acessível a todas as bolsas (sem especulações nem explorações) em que a participação do público, em bom número, se geminou com os artistas numa aura solidária, alegre e fraterna.
A arte e mestria do violinista CARLOS SANTA CLARA  combinou na perfeição com a voz e o som da guitarra rítmica do irlandês PETE CARROL deliciaram a plateia e, naquele breve momento de duas horas, ninguém se lembrou de crises-
AH !!! NÃO SE ESQUEÇAM DO DIA 1 DE OUTUBRO !!!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Fortuna de Kadafi chega a US$ 70 bi

Filho de um pastor beduíno, Muamar Kadafi usou o petróleo, corrupção e opressão para construir um fundo de investimentos de US$ 70 bilhões, que hoje tem seus tentáculos em todos os sectores e regiões do mundo.
Ainda que o dinheiro venha do petróleo do país, o sector financeiro internacional considera a Autoridade de Investimentos da Líbia como uma empresa da família Kadafi. A eventual queda do ditador, portanto, poderia ter repercussões para dezenas de empresas pelo mundo.
Sem distribuir os recursos à população, a família Kadafi rapidamente acumulou uma fortuna e diversificou seus negócios. Seu fundo acumulou ainda lucros de US$ 2,5 bilhões em apenas quatro anos. Em 2010, comprou por quase US$ 400 milhões 3% das ações da Pearson, empresa que está por trás do Financial Times.
Na Grã-Bretanha, que hoje patrocina uma resolução na ONU contra Kadafi, o líbio ainda comprou uma série de propriedades. Na Rua Oxford, o ditador pagou mais de US$ 200 milhões pelo famoso edifício conhecido como Portman House.
Nos EUA, o Grupo Carlyle é parte dos parceiros do fundo de Kadafi, que também investe no sector têxtil da África. Em ações pelo mundo, o fundo ainda investiu US$ 1,5 bilhão. Na Áustria, a empresa de Kadafi comprou 10% da maior fabricante de tijolos do mundo, a Wienerberger.
Na Itália, a presença de Kadafi é ainda mais impressionante. Não por acaso, a bolsa de Milão é a que mais sofre com a crise em Trípoli. De ex-colônia italiana, a Líbia passou a ajudar empresas de Roma e Turim.
Em pelo menos três ocasiões, salvou a Fiat de graves problemas financeiros. A última vez foi em 2002, quando Kadafi comprou 2% da empresa. Os líbios detêm 7,5% do UniCredit, um dos maiores bancos da Itália, além de 2% no principal grupo industrial de armamento, Finmeccanica.
O líbio tem 7,5% das ações da Juventus, o time com maior número de títulos do futebol italiano. Isso, claro, para que seu filho fosse escalado para algumas partidas como jogador.
Na África, os investimentos em telecomunicações começaram em 2007, como em Uganda e outros sete países. Ainda comprou 24% da empresa Circle Oil, responsável pela exploração de gás no Egito, Marrocos, Namíbia, Omã e Tunísia.
No Brasil, os responsáveis pelo fundo buscam terras e afirmam que teriam US$ 500 milhões para gastar, segundo fontes da Câmara Brasil-Países Árabes.
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