Na neve tu caminhaste
na neve tu pensaste
que tudo era possivel
quando amar e'
e nunca deixa de ser.
mas a neve atrasou-te
e a caminhada dolorosa tornou-se
paraste para pensar
e andaste para tras.
Como eu queria acompanhar-te
fonte da minha inspiracao
agua do meu mar
ar que respiro
fogo que me aquece
e terra que me segura...
Diz-me agora e somente
onde estao as forcas imbativeis
que busco no teu olhar
nada mais eu preciso
nada mais vou buscar.
A chave perdida
so tu a sabes encontrar...
'Sandrassm'
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
CANTO
Cazadora de almas llenas mi soledad. Cazadora de sombras qué triste verdad. Vas buscando secretos mi lujuria es cantar. Vas buscando los ríos de mis dedos se van.
‘Marcelo Arancibia’
‘Marcelo Arancibia’
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
AS SETE RAÇAS PERIGOSAS
ROTTWWILER
De linhagem muito antiga, é inteligente e tem capacidade de trabalho.
FILA BRASILEIRO
Cão de grande porte, com força e reputação de extrema agressividade. É uma das raças proibida em vários países.
DOGUE ARGENTINO
Criado após o cruzamento de 11 raças, é especialmente indicado para a caça ao javali e ao puma.
PITBULL TERRIER
Considerado um guerreiro, tem a agilidade dos terrier e a força dos Buldog, raça da qual descende.
STAFFORDSHIRE BULL TERRIER
Criado em Inglaterra no inicio do século passado, tem agilidade, físico poderoso e grande determinação.
TERRIER AMERICANO
É mais uma variante do Pitbull, tem características desportivas, de lealdade, vontade de agradar e orgulho.
TOSA INU
Criado no Japão, a raça foi registada em 1997. Ex-cão de luta, hoje de guarda, é paciente, audaz e corajoso.
De linhagem muito antiga, é inteligente e tem capacidade de trabalho.
FILA BRASILEIRO
Cão de grande porte, com força e reputação de extrema agressividade. É uma das raças proibida em vários países.
DOGUE ARGENTINO
Criado após o cruzamento de 11 raças, é especialmente indicado para a caça ao javali e ao puma.
PITBULL TERRIER
Considerado um guerreiro, tem a agilidade dos terrier e a força dos Buldog, raça da qual descende.
STAFFORDSHIRE BULL TERRIER
Criado em Inglaterra no inicio do século passado, tem agilidade, físico poderoso e grande determinação.
TERRIER AMERICANO
É mais uma variante do Pitbull, tem características desportivas, de lealdade, vontade de agradar e orgulho.
TOSA INU
Criado no Japão, a raça foi registada em 1997. Ex-cão de luta, hoje de guarda, é paciente, audaz e corajoso.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
ONTEM E HOJE
“Afinal, onde e quando começa a prática de infidelidade?”
Há 50 anos estava uma tia-avó minha a passar umas pacatas férias nas termas com o marido quando um cavalheiro se aproximou da mesa onde a senhora bordava tranquilamente, pediu licença para se sentar e desde logo lhe começou a deitar a escada com elogios e salamaleques. A senhora, bem à antiga portuguesa, terá levantado o sobrolho de espanto para logo o carregar de fúria, cortando as investidas pela raiz com a clássica frase: “Então o cavalheiro não sabe que sou casada?” Pergunta retórica à qual o afoito D. Juan respondeu: “Sei sim, minha senhora. E até lhe sei dizer onde é que o marido de vossa excelência se encontra agora”. Isto, enquanto escrevia no verso do seu cartão de visita a morada de uma casa de passe conhecida na região, o qual lhe entregou.
Reza a lenda que a minha tia-avó leu o cartão, frente e verso, e sem nunca perder a compostura, foi buscar uma vela e logo ali o queimou em frente ao cavalheiro atrevido e intrometido para que este percebesse com quantos paus se faz uma canoa.
Décadas mais tarde, já viúva, era ela quem relatava o episódio das termas, sempre com o olhar vivo que a caracterizava e um meio sorriso de ironia que tem atravessado várias gerações na minha família. Quando questionada sobre as conhecidas infidelidades do falecido, respondia com um leve encolher de ombros: “Nunca lhe quis dar o prazer de ele saber que eu sabia que ele me enganava”.
Esta história tem mais de 50 anos. Ou talvez mais de cinco mil. E não é antiga, é apenas intemporal. Quando mulheres não fazem exactamente o mesmo hoje, apesar de, aparentemente, apregoarem o contrário?
A infidelidade faz parte da vida. é como um gene; pode ou não nascer connosco. Daí que expressões como fidelidade canina ou fiel por natureza sejam tão populares. Quando os casamentos já duram há décadas e o marido ou a mulher se transformaram num parente próximo como tantas vezes sucede, encarar as infidelidades do parceiro pode ser mais violento do que ignorá-las?
Talvez sim.
Mesmo para quem defende a verdade como valor absoluto e fundamental para o bom entendimento de um casal, os contornos de um comportamento infiel quase nunca estão bem delineados. Afinal, onde e quando começa a prática de infidelidade? Se o marido tem amantes ocasionais com as quais se encontra fortuitamente em motéis e a mulher mantém uma extensa e íntima correspondência por e-mail com o primeiro namorado do liceu, com quem vai almoçar uma vez por mês e a quem dá uns fortuitos beijos no carro, quem é que está a trair mais o outro?
Entra aqui o principio apostólico do pecado por pensamentos, actos e omissões. Pensar repetidamente em cometer uma infidelidade pode constituir per si um comportamento infiel? A lógica da subjectividade vence sempre e é sempre onde podemos encontrar menos lógica. Gostamos de argumentar que há uma diferença entre o pensamento e a acção, mas o que é facto é que se nos apercebermos que a pessoa com quem vivemos tem outro alguém, ainda tal presença viva apenas do sonho e da imaginação, isso pode doer tanto como um acto de infidelidade consumado. E como nem todas as almas nasceram para pegar o touro de frente, é apenas humano que se queime o cartão de visita com um meio sorriso de ironia.
‘Margarida Rebelo Pinto’
Há 50 anos estava uma tia-avó minha a passar umas pacatas férias nas termas com o marido quando um cavalheiro se aproximou da mesa onde a senhora bordava tranquilamente, pediu licença para se sentar e desde logo lhe começou a deitar a escada com elogios e salamaleques. A senhora, bem à antiga portuguesa, terá levantado o sobrolho de espanto para logo o carregar de fúria, cortando as investidas pela raiz com a clássica frase: “Então o cavalheiro não sabe que sou casada?” Pergunta retórica à qual o afoito D. Juan respondeu: “Sei sim, minha senhora. E até lhe sei dizer onde é que o marido de vossa excelência se encontra agora”. Isto, enquanto escrevia no verso do seu cartão de visita a morada de uma casa de passe conhecida na região, o qual lhe entregou.
Reza a lenda que a minha tia-avó leu o cartão, frente e verso, e sem nunca perder a compostura, foi buscar uma vela e logo ali o queimou em frente ao cavalheiro atrevido e intrometido para que este percebesse com quantos paus se faz uma canoa.
Décadas mais tarde, já viúva, era ela quem relatava o episódio das termas, sempre com o olhar vivo que a caracterizava e um meio sorriso de ironia que tem atravessado várias gerações na minha família. Quando questionada sobre as conhecidas infidelidades do falecido, respondia com um leve encolher de ombros: “Nunca lhe quis dar o prazer de ele saber que eu sabia que ele me enganava”.
Esta história tem mais de 50 anos. Ou talvez mais de cinco mil. E não é antiga, é apenas intemporal. Quando mulheres não fazem exactamente o mesmo hoje, apesar de, aparentemente, apregoarem o contrário?
A infidelidade faz parte da vida. é como um gene; pode ou não nascer connosco. Daí que expressões como fidelidade canina ou fiel por natureza sejam tão populares. Quando os casamentos já duram há décadas e o marido ou a mulher se transformaram num parente próximo como tantas vezes sucede, encarar as infidelidades do parceiro pode ser mais violento do que ignorá-las?
Talvez sim.
Mesmo para quem defende a verdade como valor absoluto e fundamental para o bom entendimento de um casal, os contornos de um comportamento infiel quase nunca estão bem delineados. Afinal, onde e quando começa a prática de infidelidade? Se o marido tem amantes ocasionais com as quais se encontra fortuitamente em motéis e a mulher mantém uma extensa e íntima correspondência por e-mail com o primeiro namorado do liceu, com quem vai almoçar uma vez por mês e a quem dá uns fortuitos beijos no carro, quem é que está a trair mais o outro?
Entra aqui o principio apostólico do pecado por pensamentos, actos e omissões. Pensar repetidamente em cometer uma infidelidade pode constituir per si um comportamento infiel? A lógica da subjectividade vence sempre e é sempre onde podemos encontrar menos lógica. Gostamos de argumentar que há uma diferença entre o pensamento e a acção, mas o que é facto é que se nos apercebermos que a pessoa com quem vivemos tem outro alguém, ainda tal presença viva apenas do sonho e da imaginação, isso pode doer tanto como um acto de infidelidade consumado. E como nem todas as almas nasceram para pegar o touro de frente, é apenas humano que se queime o cartão de visita com um meio sorriso de ironia.
‘Margarida Rebelo Pinto’
sábado, 14 de junho de 2008
UMA CERTA CLASSE, POR FRIEDRICH NIETZSCHE
Pela sua atualidade e grande similitude de identidades com o que ocorre nos dias de hoje, tanto em Portugal, quanto na Europa, não podia deixar de divulgar esta peça de “Friedrich Nietzsche” que nos deixa deveras pensativos e conflituosos com as verdades que com a devida antecedência teve a premonição de emitir... e que cada vez mais nos confirmam a sapiência do seu pensamento arrojado e visionário.
‘João Massapina’
A IMPOSSÍVEL CLASSE
Pobre, alegre e independente! – essas qualidades podem estar reunidas Numa única Pessoa; pobre, alegre e escravo! – isso também é possível – e eu não poderia dizer nada de melhor aos operários escravos das fabricas: supondo que isso não lhes pareça em geral como uma vergonha de serem utilizados, quando isso ocorre, como o parafuso de uma maquina e de algum modo como tapa-buraco do espírito inventivo dos homens. Com os diabos acreditar que, por um salário mais elevado, o que há de essencial em sua desgraça, isto é, sua subserviência impessoal, pudesse ser supresso! Com os diabos deixar-se convencer que, por um aumento dessa impessoalidade no meio das engrenagens de uma nova sociedade, a vergonha do escravo pudesse ser transformada em virtude! Com os diabos ter um preço mediante o qual se deixa de ser uma pessoa para passar a ser uma engrenagem! Vocês são cúmplices da loucura atual das nações que não pensam senão em produzir muito e em enriquecer o mais possível? Sua tarefa seria de lhes apresentar outro abatimento, de lhes mostrar que grandes somas de valor interior são dissipadas para um objetivo tão exterior! Mas onde está o seu valor interior, se vocês não sabem mais o que é respirar livremente? Se mal sabem se possuir vocês mesmos? Se estão cansados demais de vocês mesmos, como uma bebida que perdeu o seu frescor? Se prestam atenção aos jornais e espiam o seu vizinho rico, devorados de inveja ao ver a subida e a queda rápida do poder, do dinheiro e das opiniões? Se não têm mais fé na filosofia esfarrapada, na liberdade de espírito do homem sem necessidades? Se a pobreza voluntária e idílica, a ausência de profissão e o celibato, que deveriam convir perfeitamente aos mais intelectuais dentre vocês, se tornaram objeto de zombaria? Em compensação, a flauta socialista dos apanhadores de ratos lhes ressoa sempre aos ouvidos – esses apanhadores de ratos que querem inflamá-los em esperanças absurdas! Que lhes dizem de estar prontos e nada mais, prontos de hoje para amanhã, de modo que vocês esperam algo de fora, esperam sem cessar, vivendo de resto como sempre – até que essa espera se transforme em fome e sede, em febre e loucura, e que se ergue finalmente, em todo o seu esplendor, o dia da besta triunfante! – Pelo contrário, cada um deveria pensar por si: “Antes emigrar, para procurar tornar-me senhor em regiões selvagens e intactas do mundo e sobretudo para me tornar senhor de mim mesmo; mudar de lugar mal um sinal de escravidão contra mim se manifeste; não evitar a aventura e a guerra e, no pior dos acasos, estar pronto para morrer: contanto que não seja necessário suportar mais essa indecente servidão para não me tornar venenoso e conspirador!” Este é o estado de espírito que conviria ter: os operários na Europa deveriam se considerar doravante como uma verdadeira impossibilidade como classe e não como algo de duramente condicionado e impropriamente organizado; deveria suscitar uma época de grande enxame para fora da colméia européia, como nunca antes vista, e protestar por meio desse ato de liberdade de estabelecimento um ato de grande estilo contra a máquina, o capital e a alternativa que hoje os ameaça: dever escolher entre ser escravo do Estado ou escravo de um partido revolucionário. Pudesse a Europa livrar-se de um quarto dos seus habitantes! Seria um alivio para ela e para eles. Somente ao longe, nos empreendimentos dos colonos partindo aos enxames para a aventura, se poderia finalmente reconhecer; quanto de bom senso e de equidade, quanta sã desconfiança a mãe Europa inculcou em seus filhos – nesses filhos que não podiam mais suportar viver ao lado dela, essa velha mulher embrutecida, e que corriam o risco de se tornarem melancólicos, irritadiços e gozadores como ela. Fora da Europa, seriam as virtudes da Europa que viajariam com esses trabalhadores e o que na pátria começava a degenerar em perigoso descontentamento e em tendências criminosas, fora dela ganharia um caráter selvagem e belo e seria chamado heroísmo. – Assim é que um ar mais puro sopraria finalmente sobre a velha Europa, atualmente superpovoada e dobrada sobre si mesma! E que importa se então nos faltará um pouco de “braços” para o trabalho! talvez nos lembraríamos então que nos habituamos a numerosas necessidades somente desde que se tornou fácil satisfazê-las – bastaria esquecer algumas necessidades! Talvez iríamos então introduzir chineses: e estes trariam a maneira de pensar e de viver que convêm às formigas trabalhadoras. Sim, no conjunto, poderiam até mesmo contribuir para infundir no sangue da Europa turbulenta e que se extenua um pouco de calma e de contemplações asiáticas e – o que certamente é bem mais necessário – um pouco de persistência asiática.
‘Friedrich Nietzsche’
‘João Massapina’
A IMPOSSÍVEL CLASSE
Pobre, alegre e independente! – essas qualidades podem estar reunidas Numa única Pessoa; pobre, alegre e escravo! – isso também é possível – e eu não poderia dizer nada de melhor aos operários escravos das fabricas: supondo que isso não lhes pareça em geral como uma vergonha de serem utilizados, quando isso ocorre, como o parafuso de uma maquina e de algum modo como tapa-buraco do espírito inventivo dos homens. Com os diabos acreditar que, por um salário mais elevado, o que há de essencial em sua desgraça, isto é, sua subserviência impessoal, pudesse ser supresso! Com os diabos deixar-se convencer que, por um aumento dessa impessoalidade no meio das engrenagens de uma nova sociedade, a vergonha do escravo pudesse ser transformada em virtude! Com os diabos ter um preço mediante o qual se deixa de ser uma pessoa para passar a ser uma engrenagem! Vocês são cúmplices da loucura atual das nações que não pensam senão em produzir muito e em enriquecer o mais possível? Sua tarefa seria de lhes apresentar outro abatimento, de lhes mostrar que grandes somas de valor interior são dissipadas para um objetivo tão exterior! Mas onde está o seu valor interior, se vocês não sabem mais o que é respirar livremente? Se mal sabem se possuir vocês mesmos? Se estão cansados demais de vocês mesmos, como uma bebida que perdeu o seu frescor? Se prestam atenção aos jornais e espiam o seu vizinho rico, devorados de inveja ao ver a subida e a queda rápida do poder, do dinheiro e das opiniões? Se não têm mais fé na filosofia esfarrapada, na liberdade de espírito do homem sem necessidades? Se a pobreza voluntária e idílica, a ausência de profissão e o celibato, que deveriam convir perfeitamente aos mais intelectuais dentre vocês, se tornaram objeto de zombaria? Em compensação, a flauta socialista dos apanhadores de ratos lhes ressoa sempre aos ouvidos – esses apanhadores de ratos que querem inflamá-los em esperanças absurdas! Que lhes dizem de estar prontos e nada mais, prontos de hoje para amanhã, de modo que vocês esperam algo de fora, esperam sem cessar, vivendo de resto como sempre – até que essa espera se transforme em fome e sede, em febre e loucura, e que se ergue finalmente, em todo o seu esplendor, o dia da besta triunfante! – Pelo contrário, cada um deveria pensar por si: “Antes emigrar, para procurar tornar-me senhor em regiões selvagens e intactas do mundo e sobretudo para me tornar senhor de mim mesmo; mudar de lugar mal um sinal de escravidão contra mim se manifeste; não evitar a aventura e a guerra e, no pior dos acasos, estar pronto para morrer: contanto que não seja necessário suportar mais essa indecente servidão para não me tornar venenoso e conspirador!” Este é o estado de espírito que conviria ter: os operários na Europa deveriam se considerar doravante como uma verdadeira impossibilidade como classe e não como algo de duramente condicionado e impropriamente organizado; deveria suscitar uma época de grande enxame para fora da colméia européia, como nunca antes vista, e protestar por meio desse ato de liberdade de estabelecimento um ato de grande estilo contra a máquina, o capital e a alternativa que hoje os ameaça: dever escolher entre ser escravo do Estado ou escravo de um partido revolucionário. Pudesse a Europa livrar-se de um quarto dos seus habitantes! Seria um alivio para ela e para eles. Somente ao longe, nos empreendimentos dos colonos partindo aos enxames para a aventura, se poderia finalmente reconhecer; quanto de bom senso e de equidade, quanta sã desconfiança a mãe Europa inculcou em seus filhos – nesses filhos que não podiam mais suportar viver ao lado dela, essa velha mulher embrutecida, e que corriam o risco de se tornarem melancólicos, irritadiços e gozadores como ela. Fora da Europa, seriam as virtudes da Europa que viajariam com esses trabalhadores e o que na pátria começava a degenerar em perigoso descontentamento e em tendências criminosas, fora dela ganharia um caráter selvagem e belo e seria chamado heroísmo. – Assim é que um ar mais puro sopraria finalmente sobre a velha Europa, atualmente superpovoada e dobrada sobre si mesma! E que importa se então nos faltará um pouco de “braços” para o trabalho! talvez nos lembraríamos então que nos habituamos a numerosas necessidades somente desde que se tornou fácil satisfazê-las – bastaria esquecer algumas necessidades! Talvez iríamos então introduzir chineses: e estes trariam a maneira de pensar e de viver que convêm às formigas trabalhadoras. Sim, no conjunto, poderiam até mesmo contribuir para infundir no sangue da Europa turbulenta e que se extenua um pouco de calma e de contemplações asiáticas e – o que certamente é bem mais necessário – um pouco de persistência asiática.
‘Friedrich Nietzsche’
Ilegais brasileiros lideram retorno voluntário em Portugal
Lisboa, 29 mai (Lusa) - Mais de 460 imigrantes que estavam ilegais em Portugal "regressaram voluntariamente" aos países de origem entre dezembro de 2006 e abril deste ano, sendo que, em 2007, os brasileiros foram mais da metade dos que aderiram ao projeto do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
Em declarações à Agência Lusa, a subdiretora da regional de Lisboa do SEF, Maria Emília Lisboa, disse que, desde o início do Projeto SuRRIA (Sustentação do Retorno - Rede de Informação e Aconselhamento), 465 imigrantes receberam apoio para deixar voluntariamente Portugal.
Maria Emília Lisboa afirmou que, só em 2007, o SEF promoveu o retorno voluntário "de 278 estrangeiros", com "principal adesão dos cidadãos brasileiros [194]", que "representaram cerca de 60% a 70% do total de retornos voluntários registrados".
Segundo a responsável, aos brasileiros se seguiram angolanos (29 retornos), ucranianos (12), cabo-verdianos (10) e cazaques (7).
"Estes valores representam um aumento de 60,7% face a 2006, ano em que se registraram 173 regressos voluntários", destacou.
O programa visa reforçar o apoio ao retorno voluntário de imigrantes em situação irregular como alternativa à expulsão coerciva.
Iniciado em dezembro de 2006 e com término neste mês, o SuRRIA é uma iniciativa desenvolvida pelo SEF em parceria com a Organização Internacional para as Migrações e financiamento da Comissão Européia.
Os resultados do projeto, aos quais a Lusa teve acesso, serão apresentados na sexta-feira, em seminário organizado pelo SEF sobre o retorno voluntário de imigrantes, no qual participam especialistas europeus na matéria.
Sobre o perfil dos imigrantes que aderem ao projeto, Maria Emília Lisboa disse que, "na maioria, são homens e jovens, cujo motivo principal é falta de emprego, dificuldades de regularizar a situação e problemas familiares, de integração ou com a língua".
A responsável explicou que as pessoas interessadas em voltar voluntariamente podem "candidatar-se ao projeto, dirigindo-se aos locais de aconselhamento espalhados no país", como os centros de apoio ao imigrante e as delegações do SEF.
"É feita uma entrevista para ver se os candidatos cumprem os requisitos do projeto", entre eles já ter sido notificado pelo SEF pela situação ilegal no país, e "demonstrar que querem voltar e que não dispõem de meios econômicos suficientes para fazê-lo", explicou.
"É muito vantajoso, barato e facilitador para o Estado, mas também para o imigrante porque, além de assegurar um afastamento mais humano, o Estado suporta os custos inerentes à viagem, concede um subsídio de viagem e cobre outras despesas necessárias como alojamento temporário e acompanhamento médico".
"Também se dá ao imigrante a possibilidade de voltar ao país pela via legal, algo que não acontece na expulsão coerciva".
Segundo a mesma fonte, no ano passado, o SEF "investiu 224 mil euros [R$ 582 mil] no processo de retorno voluntário".
Em declarações à Agência Lusa, a subdiretora da regional de Lisboa do SEF, Maria Emília Lisboa, disse que, desde o início do Projeto SuRRIA (Sustentação do Retorno - Rede de Informação e Aconselhamento), 465 imigrantes receberam apoio para deixar voluntariamente Portugal.
Maria Emília Lisboa afirmou que, só em 2007, o SEF promoveu o retorno voluntário "de 278 estrangeiros", com "principal adesão dos cidadãos brasileiros [194]", que "representaram cerca de 60% a 70% do total de retornos voluntários registrados".
Segundo a responsável, aos brasileiros se seguiram angolanos (29 retornos), ucranianos (12), cabo-verdianos (10) e cazaques (7).
"Estes valores representam um aumento de 60,7% face a 2006, ano em que se registraram 173 regressos voluntários", destacou.
O programa visa reforçar o apoio ao retorno voluntário de imigrantes em situação irregular como alternativa à expulsão coerciva.
Iniciado em dezembro de 2006 e com término neste mês, o SuRRIA é uma iniciativa desenvolvida pelo SEF em parceria com a Organização Internacional para as Migrações e financiamento da Comissão Européia.
Os resultados do projeto, aos quais a Lusa teve acesso, serão apresentados na sexta-feira, em seminário organizado pelo SEF sobre o retorno voluntário de imigrantes, no qual participam especialistas europeus na matéria.
Sobre o perfil dos imigrantes que aderem ao projeto, Maria Emília Lisboa disse que, "na maioria, são homens e jovens, cujo motivo principal é falta de emprego, dificuldades de regularizar a situação e problemas familiares, de integração ou com a língua".
A responsável explicou que as pessoas interessadas em voltar voluntariamente podem "candidatar-se ao projeto, dirigindo-se aos locais de aconselhamento espalhados no país", como os centros de apoio ao imigrante e as delegações do SEF.
"É feita uma entrevista para ver se os candidatos cumprem os requisitos do projeto", entre eles já ter sido notificado pelo SEF pela situação ilegal no país, e "demonstrar que querem voltar e que não dispõem de meios econômicos suficientes para fazê-lo", explicou.
"É muito vantajoso, barato e facilitador para o Estado, mas também para o imigrante porque, além de assegurar um afastamento mais humano, o Estado suporta os custos inerentes à viagem, concede um subsídio de viagem e cobre outras despesas necessárias como alojamento temporário e acompanhamento médico".
"Também se dá ao imigrante a possibilidade de voltar ao país pela via legal, algo que não acontece na expulsão coerciva".
Segundo a mesma fonte, no ano passado, o SEF "investiu 224 mil euros [R$ 582 mil] no processo de retorno voluntário".
A ALEGRE E SIMPATICA FAMILIA SOCIALISTA...
Alguns simpáticos deste Fórum querem fazer crer, aos mais crédulos, que existe um Socialismo Bom, e um Socialismo Mau, quando na realidade o que existe é um Socialismo igual na sua gênese embrionária, que conduz a estados de empatia temporários. Estados que se degradam rapidamente ao longo do tempo, como o que vivemos em Portugal neste momento com Socrates, ou como os que vivemos com Mario Soares, ou mesmo com o António Guterres dos “Pantanos”.
A chamada ressurreição do Poeta Manuel Alegre, aliado aos Bloquistas e outros ditos esquerdistas trânsfugas do Partido Comunista, não é mais do que um primeira tentativa de salvar um barco que se anuncia em rota de colisão e naufrágio iminente a médio prazo.
Quer se goste ou não, mas em Portugal, sempre que; após o 25 de Abril de 1974, se enveredou por uma gestão do tipo dito socialista, o País saiu dela submerso num imenso deserto econômico e social.
Hoje, tal como ontem, aquilo que se diz socialista, e apanágio de liberdade e tolerância, acaba por descambar, no que Nietzsche designava pelo Estado, como produto dos Anarquistas, e que em seguida se reproduz, para vosso deleite e conhecimento.
Este momento; este preciso momento; não acreditem que pudesse ser melhor com o PPD/PSD, de Santana ou Menezes no poder, seria, no entanto, um momento diferente, porque tal como com o Socialista Sócrates, o rigor acabaria por ficar á porta dos Ministérios, e a autentica ditadura imperaria, tal como hoje existe tanto na sociedade como na comunicação social.
É bem preferível ter alguém a gerir os destinos, que assuma ser curto e grosso perante a realidade, do que um ‘falinhas mansas’, que se faz de “homem atleta” e acaba por dar umas fumaças quando no ar das aventuras. Essas falinhas mansas acabam por traduzir-se em “desastres” imensos como o que se esta a verificar neste momento, sobretudo a nível social e econômico, com resultados finais ainda muito difíceis de prever quanto á sua real extensão!
Uma alternativa que apresente a realidade aos portugueses pode muito bem sofrer uma derrota eleitoral, mas pelo menos terá a virtude de não esconder aquilo que dia após dia só pode piorar, se tratado da forma que esta ser tratado.
Uma alternativa credível e verdadeira, pode, no entanto; ser sufragada em 2009, de forma até histórica, se até lá os portugueses se capacitarem que existe outro caminho, e que existem outras soluções e alternativas.
A alegada alternativa Manuel Alegre seria mais do mesmo, embora embandeirada com poesia, e com a agravante de que ninguém duvide que o abastardamento violento da democracia seria uma das armas a ser utilizada para calar as vozes do descontentamento. Manuel Alegre não é um Socialista Bom, ou um Socialista Mau, é simplesmente um Socialista, um tanto ou quanto romântico, e romanceado, que nalgumas situações nos faz lembrar os pensadores da Revolução de 17, lá para as bandas do Leste... que obteve como resultado o que todos conhecemos!
Agora; nós estamos em 2008, no século XXI, e São Bento não é o Kremlin, nem Lisboa é Moscovo, lembram?...
‘João Massapina’
O ESTADO, UM PRODUTO DOS ANARQUISTAS
Nos paises em que os homens são disciplinados, subsistem sempre bastantes retardatários não disciplinados: imediatamente se juntam aos campos socialistas, mais que em qualquer outro lugar. Se estes viessem um dia a ditar leis, pode-se esperar que se imporiam correntes de ferro e que exerceriam uma disciplina terrível: - eles se conhecem! E suportariam essas leis com a consciência de que eles próprios as promulgaram – o sentimento de poder, e desse poder, é demasiado recente neles e demasiado sedutor para que não sofram tudo por amor dele.
‘Friedrich Nietzsche’
A chamada ressurreição do Poeta Manuel Alegre, aliado aos Bloquistas e outros ditos esquerdistas trânsfugas do Partido Comunista, não é mais do que um primeira tentativa de salvar um barco que se anuncia em rota de colisão e naufrágio iminente a médio prazo.
Quer se goste ou não, mas em Portugal, sempre que; após o 25 de Abril de 1974, se enveredou por uma gestão do tipo dito socialista, o País saiu dela submerso num imenso deserto econômico e social.
Hoje, tal como ontem, aquilo que se diz socialista, e apanágio de liberdade e tolerância, acaba por descambar, no que Nietzsche designava pelo Estado, como produto dos Anarquistas, e que em seguida se reproduz, para vosso deleite e conhecimento.
Este momento; este preciso momento; não acreditem que pudesse ser melhor com o PPD/PSD, de Santana ou Menezes no poder, seria, no entanto, um momento diferente, porque tal como com o Socialista Sócrates, o rigor acabaria por ficar á porta dos Ministérios, e a autentica ditadura imperaria, tal como hoje existe tanto na sociedade como na comunicação social.
É bem preferível ter alguém a gerir os destinos, que assuma ser curto e grosso perante a realidade, do que um ‘falinhas mansas’, que se faz de “homem atleta” e acaba por dar umas fumaças quando no ar das aventuras. Essas falinhas mansas acabam por traduzir-se em “desastres” imensos como o que se esta a verificar neste momento, sobretudo a nível social e econômico, com resultados finais ainda muito difíceis de prever quanto á sua real extensão!
Uma alternativa que apresente a realidade aos portugueses pode muito bem sofrer uma derrota eleitoral, mas pelo menos terá a virtude de não esconder aquilo que dia após dia só pode piorar, se tratado da forma que esta ser tratado.
Uma alternativa credível e verdadeira, pode, no entanto; ser sufragada em 2009, de forma até histórica, se até lá os portugueses se capacitarem que existe outro caminho, e que existem outras soluções e alternativas.
A alegada alternativa Manuel Alegre seria mais do mesmo, embora embandeirada com poesia, e com a agravante de que ninguém duvide que o abastardamento violento da democracia seria uma das armas a ser utilizada para calar as vozes do descontentamento. Manuel Alegre não é um Socialista Bom, ou um Socialista Mau, é simplesmente um Socialista, um tanto ou quanto romântico, e romanceado, que nalgumas situações nos faz lembrar os pensadores da Revolução de 17, lá para as bandas do Leste... que obteve como resultado o que todos conhecemos!
Agora; nós estamos em 2008, no século XXI, e São Bento não é o Kremlin, nem Lisboa é Moscovo, lembram?...
‘João Massapina’
O ESTADO, UM PRODUTO DOS ANARQUISTAS
Nos paises em que os homens são disciplinados, subsistem sempre bastantes retardatários não disciplinados: imediatamente se juntam aos campos socialistas, mais que em qualquer outro lugar. Se estes viessem um dia a ditar leis, pode-se esperar que se imporiam correntes de ferro e que exerceriam uma disciplina terrível: - eles se conhecem! E suportariam essas leis com a consciência de que eles próprios as promulgaram – o sentimento de poder, e desse poder, é demasiado recente neles e demasiado sedutor para que não sofram tudo por amor dele.
‘Friedrich Nietzsche’
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